30 maio 2017

Resenha: Como falar com um viúvo - Jonathan Tropper

Editora: Sextante
Autor(a): Jonathan Tropper
Título Original: Worth The Fight
Páginas: 277
Skoob  


Doug Parker não foi um aluno brilhante, não conseguiu entrar para nenhuma universidade de prestígio e era demitido dos empregos de redator com relativa frequência. Enfim, não levava nada muito a sério até conhecer Hailey, bonita, inteligente e cerca de 10 anos mais velha que ele.Quando os dois se casam, Doug deixa para trás a descompromissada vida de solteiro e se dedica a esse amor, acreditando finalmente ter encontrado seu rumo. Mas, dois anos depois, Hailey morre em um acidente de avião e tudo perde o sentido.Tentando lidar com o luto, Doug passa a escrever uma coluna chamada "Como falar com um viúvo", em que desabafa sua dor, relata a dificuldade de expressar seus sentimentos e se lembra da esposa de maneira sincera e cativante. A coluna se torna um grande sucesso - algo com que ele sempre sonhou - só que, infelizmente, no momento errado.Em meio a seu drama, Doug se vê às voltas com o enteado rebelde e a irmã gêmea que se mudou para sua casa decidida a fazê-lo voltar a se relacionar com outras mulheres. E então nada mais é como antes: sua vida passa a se desenrolar em uma divertida sucessão de encontros desventurados e insólitas confusões familiares.Entre tropeços, atropelos e as mais loucas situações, Doug começa a tocar sua vida, ainda que não saiba muito bem para onde. Afinal, muitas vezes o melhor a fazer é seguir em frente.




“ Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.”
“Como falar com um viúvo” é o meu primeiro contato com o escritor Jonathan Tropper e seu livro foi publicado no Brasil em 2010 pela editora Sextante.
Nesse livro, temos como foco o luto através de uma narrativa em primeira pessoa de Doug Parker, um homem de 28 anos que a um ano perdeu a sua esposa, amor da sua vida, em um trágico acidente de avião. Hailey o deixou sozinho, aos seus 40 anos, com um enteado adolescente, uma família insana, a dor, a solidão. Afogado em álcool, melancolia, depressão, temos um homem que não sabe viver e passar pelas fases do luto, mantendo sua casa como sua amada deixou antes de partir e diante deste cenário seremos apresentados a um adolescente encrenqueiro que está sofrendo a morte da mãe, uma irmã gêmea grávida que acaba de separar, um pai louco após um derrame, uma mãe insana e um futuro casamento. Quando através de sua coluna, onde ele retrata sua dor, ele tentará começar de novo, mas será que está pronto para isso?
“ Mas já faz um ano que Hailey morreu e minha família e meus amigos aparentemente acham que esse é o prazo de validade do luto.”
“Como falar com um viúvo” estava na minha estante há um longo tempo, apesar de adorar o título desse livro e não poderia ter lido o livro em momento mais oportuno. No mês anterior, li “ Adeus, por enquanto” que também trabalha morte, luto e família de um jeito bem diferente. Doug é aquele personagem que você se conecta, ri, o incentiva a ir em frente. É lindo ver a sua dor e seu luto sincero, com um relacionamento não muito comum em livros, de uma mulher bem mais velha. Doug estava perdido antes de Hailey e agora, depois que ela se foi, ele se encontra perdido novamente. Gostei das suas pequenas obsessões, da sua sinceridade, das suas reflexões que somos impelidos a continuar com sua narrativa em primeira pessoa.Poucos livros abordam os personagens secundários com tanto protagonismo como esse, nos afeiçoamos a eles e entendemos, já que somos apresentados, aos seus dramas, insanidades e questionamentos.


Jonathan Tropper, numa narrativa repleta de humor e melancolia, me ganhou em sua fluidez, teve momentos de risos e de lágrimas, suas reflexões sobre a vida – que deve e tem que ser vivida, dos acasos, das perdas, das dores, dos traumas – foi de forma leve e sutil.
Em alguns momentos, temos leves traços de romances, muitos palavrões e uma narrativa direta, tudo que se poderia esperar de um protagonista masculino.
“Como falar com um viúvo” é um daqueles romances que você termina o livro, fecha e sorri, com seu final que assim como a vida, um enorme leque.
“ Não existem finais felizes, apenas dias felizes, momentos felizes.”

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