03 abril 2017

Resenha: As Violetas de Março - Sarah Jio

 
Editora: Novo Conceito
Autor(a): Sarah Jio
Título Original: The violets of March
Páginas: 304
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Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.



Alguns livros tem o momento certo para ser lido. Quando ganhei “ As Violetas de Março” numa promoção em 2013, o ano de seu lançamento, ele ficou na minha estante até que resolvi colocá-lo na minha meta de 10 livros para 2017. E que maravilhoso foi, o momento ideal para que tivesse maturidade de compreender todas as mensagens desse livro.



“ As Violetas de Março” é o livro de estreia de Sarah Jio  e trará a vida Emilly Taylor, uma mulher que acaba de passar por um divórcio, depois que seu marido resolve viver com outra mulher; uma vida sem filhos, baseada, profissionalmente, em seu único livro best-seller publicado e que lhe rende dinheiro e fama até hoje, embora não escreva mais que alguns parágrafos atualmente.

Frustrada, triste e sem norte, ela resolve visitar sua tia Bee numa ilha incrível, em Washington, e passar o mês de março pensando em sua vida e se inspirando. Assim que chega na ilha das férias de sua infância, ela encontra uma série de pessoas conhecidas, ex-namorados, e sua vida começa a dar uma guinada em todas as esferas. Quando no quarto rosa que ela está hospedada, ela encontra um diário de uma mulher, Esther, que viveu naquela ilha em 1943, ela vai se envolver com a história e encontrará respostas para sua vida.
Não tem como contar muitos detalhes da história, a melhor parte dessa experiência literária são as inúmeras surpresas. Numa narrativa muito gostosa, fluida, leve, profunda, descritiva e equilibrada, conhecemos a Emilly, uma mulher aparentemente passiva, sem grandes emoções, que não chora, que tem uma raiva controlada. Ela não é nada emotiva, beirando a frieza em alguns momentos, mas não apática. Ela juntas as peças e corre atrás de respostas com maestria.
No desenrolar da história e a presença forte do diário, temos uma protagonista começando a questionar sua família, seu passado e transparecendo para nós suas dores e sofrimentos, como ela cedia tanto de si mesma para um casamento que talvez não fosse tão feliz assim, sua família tinha mais problemas do que ela supunha.
Além disso, temos uma descrição incrível da ilha, a praia, o clima. Quase é possível sentir a brisa, sentir os cheiros e navegar pelas maravilhas daquela ilha tamanha a perfeição das descrições.
E então, temos um plot twist sensacional, o que muitos conhecem como a grande reviravolta. Quando descobrimos as inúmeras verdades, é sensacional, é eletrizante, você só quer ler por não imaginar nem metade de tudo o que é apresentado – e sou muito boa em adivinhar reviravoltas de livro –sendo assim, quando recebemos mais algumas reviravoltas, só resta felicidade para o final.
Embora tenha achado o romance um tanto forçado e acelerado, compreendo que não era o foco da autora e sim o crescimento da protagonista – que é tangente e feliz. “ As Violetas de Março” com sua linda explicação para o título, com um história bem construída, me arrebatou e me fez amar demais esse livro.

“ As Violetas de Março” é um livro adulto, sobre escolhas, consequências, responsabilidades, amor, perdão, finais felizes. Sarah Jio ganhou o meu coração de leitora e a diagramação da Novo Conceito para esse livro é tão bem feita que dá gosto de ler. 

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