14 fevereiro 2017

Resenha: A Sétima Cela - Kerry Drewery

Editora: Astral Cultural
Autor(a): Kerry Drewery
Título Original: Cell 7
Série: A Cela - Livro 1
Páginas: 313
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Livro cedido em parceria com a Editora Astral Cultural


Martha Heneydew é a primeira adolescente a ser presa e condenada no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de Jackson Paige, filantropo, milionário e uma das celebridades mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias ¿ cada dia em uma cela diferente ¿ para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se a audiência do programa de TV Morte é Justiça decidir pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Porém, algumas peças não se encaixam na história que Martha conta para a justiça. Ela se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores ainda não sabem. Com a ajuda da consultora psicológica, Eve Stanton, de um juiz do antigo sistema jurídico, Cícero, e do seu grande amor, os sete dias que precedem sua execução serão de muita intensidade, sofrimento, descobertas inesperadas e reviravoltas de perder o fôlego. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha Heneydew é realmente culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa significar sua própria vida.


“ A Sétima Cela” é o mais recente lançamento da Austral Cultural, escrito por Kerry Drewery . É o primeiro livro de uma trilogia distópica que se passa num país que foi reorganizado socialmente e suas leis. Temos as Avenidas e Galerias, onde moram os que possuem condições financeiras mais favorecidas e temos os Arranha-Ceús onde vivem os excluídos e exilados da sociedade.
O livro começa quando Martha se declara a assassina de Jackson Paige, uma grande figura pública que fazia diversas caridades. Por ser culpada de um assassinato, ela passará sete dias em sete celas distintas, tendo o seu futuro decidido através de votos pagos que a sociedade compra, e baseado em um programa que vai ao ar todas as noite chamado “Olho por Olho” que te ajudará – ou manipulará – para votar pela inocência ou culpa, e decidirá se a pessoa irá ou não para a cadeira elétrica.
“Não existe justiça de verdade.Tudo é feito com manipulação e mentiras.”
“A Sétima Cela” é tão complexo e cheio de informações, que fazer essa resenha escrita será bem difícil, por isso sugiro a resenha em vídeo se quiserem maiores informações. O universo criado pela autora –que espero que seja melhor explorado nos demais livros da série- nesse primeiro momento não está exatamente ligado a construção social e sim na visão atual de justiça desse novo mundo. Onde, em algum momento, o nosso atual sistema foi considerado repleto de erros e ultrapassado, sendo assim, foi substituído por esse onde as pessoas poderiam escolher qual deveria ser a decisão da justiça. A questão debatida no livro a todo momento é a manipulação das informações, de como a mídia – através do programa anteriormente citado – manipula os indivíduos da sociedade, e como todos são reféns dos que possuem dinheiro à medida que os votos são pagos.
“(...) Qual era a motivação da garota?Questionem as coisas!”
Temos uma protagonista muito diferente da única protagonista de distopia que tive contato, Katniss Everden. Martha não é uma heroína, ela não pensa a principio em ir contra o sistema, ela apenas tá cansada da vida ruim que ela teve, onde ela perdeu sua mãe assassina e seu melhor amigo foi alvo desse sistema de pena de morte que ela se encontra agora. Ela é órfã, pobre, sem perspectivas e sem ninguém além de sua vizinha e de alguém muito especial, que vamos conhecendo ao longo do livro.

“(...) O que ela está fazendo tem motivação própria, mas é por todas as Marthas também, e todos os Ollies.”
O livro não é divido por capítulos e sim através de sete partes, um para cada cela, o que é bom e ruim – já que prefiro livros divididos em pequenos capítulos – dentro de cada parte temos inúmeros pontos de vista, a de Eve, que é a psicóloga da Martha e que também sofreu com esse sistema, temos a visão de Martha contando o presente e o passado e temos o programa “ Olho por Olho” e sua manipulação sem medidas. Desta forma, a autora mantém o leitor unindo as peças e em estado infinito de tensão e curiosidade, já que estamos sempre querendo saber o que está para acontecer.
Gostaria de citar os inúmeros acontecimentos dessa trama, mas a única coisa que posso citar é que plot twist. A reviravolta que temos na última parte desse livro é sensacional, respondendo a todas as nossas perguntas.





“ A verdade é uma coisa estranha, e nem sempre o melhor é sabe-la ou dizê-la.”
Minhas expectativas estão em alto nível para os demais livros dessa trilogia, que demonstrou ser uma distopia fora do comum, diferente e que vai trazer muita reflexão. Senti um pouco de falta de não ter sido melhor apresentada a estrutura social e demais informações, mas acredito que saberemos mais nos próximos livros.
“A Sétima Cela” foi o que precisava para me fazer amar novamente distopias, sendo envolvente, arrebatador, emocionante, tenso e intenso. É favorito e vou indicar milhares de vezes por aqui.
Parabéns Astral Cultural por ousar tanto com esse livro e por todo trabalho gráfico e de revisão.

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