28 novembro 2016

Resenha: Extraordinário - R.J.Palácio


Editora: Intrínseca
Autor(a): R.J.Palacio
Título Original: Worder
Páginas: 313
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O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Alguns livros, sou muito grata por ter sido impulsionada por um leitor do blog – sendo assim, nunca hesitem em me indicar leituras –desta forma, “Extraordinário” foi uma experiência sem dimensões.
O livro conta uma experiência comum à maioria de nós, o primeiro dia de escola no ensino fundamental, porém, como se não fosse todos os medos, receios e nervosismos que qualquer criança tinha, August(Auggie)Pulleman tinha algo de diferente, do que descobriríamos ser extraordinário, uma doença genética que faz com seu rosto seja diferente.
“A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.”
Com uma dose de hesitação, ele, por pressão da família, por curiosidade, decide que está na época de estudar numa escola com crianças “normais”. E então, com capítulos narrados não apenas por ele, mas por outras crianças, descobrimos e nos sentimos como Auggie.
Numa narrativa leve, fluida, tocante e inocente, temos uma sucessão de tapas em nossos preconceitos. Auggie é uma criança tão especial, tão formidável, engraçada, divertida, que é forte quando precisa ser e possui um grande coração. Que não se difere em nada a um a criança de sua idade, exceto pelo fato de que ele conhece o pior do ser humano muito cedo.

O mais interessante da narrativa é conhecer os personagens secundários, sua família e colegas, aprendendo que eles tinham que deixar Auggie crescer e crescer com ele, temos uma visão de como até para aqueles que vivem com ele, tem que se livrar de seus preconceitos.
“ É difícil agir normalmente quando você vê o August.”
O livro trabalha a dor, o drama, as alegrias, as inúmeras emoções de uma maneira infantil,mas não boba ou leviana. O livro me tocou, me fez chorar porque tudo soa tão verdadeiro, ao ponto que gostaria que Auggie existisse e pudéssemos abraça-lo.


“Extraordinário” destrói seus preconceitos, te dá um tapa na cara e faz com que você saia da sua zona de conforto, te tocando e te fazendo refletir sobre como não conhecemos as pessoas incríveis por preconceito.
“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.”
 


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