08 agosto 2016

Resenha: Um Dia - David Nicholls

Editora: Intrínseca
Autor(a): David Nicholls
Título Original: One Day
Páginas: 411
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Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.


Para muitos fãs, 15 de Julho é uma data muito especial, é a data mágica que se passa o livro " Um Dia". A trama vida entorno de uma amizade entre Emma e Dexter, ambos a conhecem na Universidade e não se relacionam até a formatura, onde uma noite muda tudo e inicia- se uma amizade.
Parte de Emma nutre sentimentos mais profundos, sentimentos esse que Dexter não pode retribuir em função da vida que leva. A cada capítulo temos a mesma data, 15 de Julho, narrado por vinte anos.

 
A princípio, estranhei a maneira que o autor narra. Sem linearidade, sem uma fluidez de pensamentos, numa terceira pessoa repleta de metáforas. O livro tem uma narrativa bem lenta, e você não se vê conquistada à priore.
Quando começamos a entender mais os personagens e seus conflitos, dúvidas, sua tendência a se perder nos caminhos da vida;uma certa empatia se desenvolve.
Emma foi a única personagem que gostei na trama. Ela possui uma inocência, um lado sonhador sem perder uma dose de ironia e acidez. Ela é a única que vemos crescer ao longo dos capítulos, se mantendo fiel aos seus sentimentos mesmo quando sua vida está bem longe do que considera ideal.

" Eu acho que a realidade é algo muito superestimado."
 E em contra partida temos Dexter, que não foi um personagem que tenha desenvolvido empatia. Sua forma despreocupada de viver e encarar a vida, escolhendo caminhos mais fáceis, me soou imatura. Mesmo com os trancos e barrancos que a vida lhe dá,  ele não crescia. 

"(...)O fracasso e a infelicidade são mais fáceis, porque você pode fazer piada com isso."
O final me entristeceu, principalmente porque senti novamente aquela sensação de morrer na praia. Vemos os dois crescerem, ou não, sonhar, criar uma bela amizade e tudo cair.
" Um dia" é um daqueles livros que não pude amar ou odiar, porque ainda não compreendo, mesmo se passando algum tempo, qual era sua mensagem e propósito.

"Dexter eu te amo muito. Muito, muito, e provavelmente sempre amarei.(...) Só que eu não gosto mais de você.Sinto muito."

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