22 maio 2015

Resenha: Quem, Eu? - Fernando Aguzzoli


Editora: Belas Letras
Autor(a): Fernando Aguzzoli
Páginas: 239
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Quem, eu? - COMPARTILHAR A DOR NÃO É SOFRÊ-LA NO COLETIVO, É LIVRAR QUEM DELA SOFRE. Durante um ano, um neto largou tudo que tinha – o emprego, a carreira, os estudos – para se dedicar integralmente à avó, diagnosticada com Alzheimer. Convivendo com a divertida, bonachona e, claro, sempre esquecida vovó Nilva, o neto Fernando, um jovem aspirante a filósofo com um talento epistêmico para a comunicação, aprenderá uma lição de vida que doença nenhuma pode apagar. Uma história real que emocionou o Brasil e vai fazer o leitor rir e chorar, mas nunca mais se esquecer dela. Porque o amor não é uma lembrança; é uma regra da alma.



Alguns livro são mais que meras leituras. Eles nos ensinam, e nem todo ensinamento precisa ser pesado, a maioria é direto e leve como pluma. Esse livro foi assim pra mim.Não sei a razão que me fez demorar tanto a lê-lo, mas se arrependimento matasse...

Não sou fã de histórias reais, gosto de ler pelo simples prazer de fugir da realidade que me cerca - e que nem sempre é boa - por algumas horas.Se quisesse vida real, leria um jornal, não um livro.Os livros são excelentes válvulas de escape.Mas esse foi incrível, me fez pensar.



O livro nos conta a vida do autor, Fernando, que largou sua vida para cuidar da avó com Alzeimer, onde ele busca o humor como forma de vencer a dureza do estado de sua avó.Como uma forma de retribuir todo o carinho que ele recebeu durante a vida,ele cuida dela até o último suspiro. Ele faz o que julga ser certo e não se arrepende. Mesmo quando sua avó passa a esquecê-lo cada dia mais.O livro tem uma narração fluída, várias imagens e conta a história da Dona Nilva, sua vida e suas dificuldades, e como ela ajudou a criar o neto e como ele retribui.


Eu amei lê-lo, ele é curto, bem fluído e adivinha? Emocionante. Lembro que em uma cena específica em que ele escreve uma carta a sua avó, eu estava no ônibus e como eu chorei.O autor não busca palavras difíceis, nem transformar sua prosa em poesia. Ele usa hastags, usa giras gaúchas, mas também fala sério. Desconstrói fantasmas e mitos.E no fim, onde temos diversos diálogos, eu gargalhei, pra compensar todas as lágrimas.

Foi assim que fechei, Quem, eu?, em meio a risos e lágrimas, vendo e percebendo que na maior parte do tempo podemos fazer muito as pessoas ao nosso redor e nossa família.
A Editora Belas - Letras abusou de imagens, uma excelente diagramação e em dar espaço para que mais e mais pessoas conhecessem esse livro magnifico.
Recomendo Quem, eu? para todos que tem coração.




3 comentários:

  1. a história tinha tudo para ser triste, mas o autor conseguiu dar leveza a toda a tristeza que se abate, o Alzheimer é uma doença dificil fico contente em perceber a paciência, amor e lealdade que cercam a trama
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Eu conheço a história desse moço e da avozinha dele, vi várias matérias sobre eles dois, mas não sabia que tinha um livro. Fiquei com muita vontade de ler, parece ser maravilhoso.
    Beijos!

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Obrigada por lerem! Comentem e deixem seus blogs, vou visitar com toda certeza, e voltem sempre.

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