22 maio 2014

Ama-se ou Ana-se: Deus é realmente justo?

Olá, leitores!
A algum tempo vocês me disseram que gostariam de ler textos meus aqui e eu pensei, por que não? Então agora, vou tentar sempre postar algo que escrevi pra vocês.
Esse é um texto antigo mas muito pessoal de certa forma, espero que gostem!
Boa Leitura!


“Acreditamos ficar tristes pela morte de uma pessoa, quando na verdade é apenas a morte que nos impressiona.” 

Desde pequena, tinha sido ensinada de que Deus era bom, justo e que tudo que ele fazia era certo. Mas agora, com a chuva caindo sobre meu corpo frágil, enquanto choro ajoelhada ao lado da sepultura, eu não tenho tanta certeza.
Eu sabia que isso iria acontecer um dia. Todas as pessoas morrem, tudo o que é vivo morre, e mesmo sabendo disso nos nunca estamos preparados para quando acontece.
Eu não tenho mais certeza do que em mim é lágrima ou chuva, porque na verdade não tenho mais certeza de nada sobre mim. Como se meu mundo tivesse sido arrancado de mim e estivesse desnorteada.
O vento bate em mim, e rapidamente lembrei-me da época em que eu e ele ficávamos sentados sob a macieira de um parque perto de nossa casa, enquanto conversávamos, com suas mãos passeando em meus cabelos ruivos.
A lembrança parece antiga demais e não de dias atrás, e eu também não tenho mais noção de tempo.
Eu o amava, e de alguma forma ainda o amo.
E ama-lo parece pouco perto do que realmente sentia. Ele era tudo o que sempre desejei, tudo o que sempre quis. Ele sabia minhas qualidades e defeitos, minhas manias, meu jeito.
Ria de minhas piadas sem humor, chorava quando eu ficava triste. Fazia-me ver a razão quando estava com raiva, me fazia sorrir apenas por olha-lo.
Mostrou-me um mundo novo, um mundo em que bastava eu beijar seus lábios e me entregar aos seus braços que eu sabia que era o lugar certo para mim.
E pensando em tudo isso, nos poucos e felizes meses que tivemos juntado, eu me pergunto se Deus foi realmente justo.
Ele me amava e era o filho, amigo, irmão e namorado que qualquer pessoa gostaria de ter. Cumpria suas obrigações e dava orgulho aos que o amava. Errava porque era humano, mas se desculpava e se arrependia por seus erros. Perdia a cabeça poucas vezes e apenas por alguns segundos, antes de respirar fundo. Ele era especial.
Sendo ele alguém tão bom, porque Deus quis fazer isso com ele? Arrancar-lhe a vida com uma medíocre e insignificante bala de fogo que atravessou seu peito enquanto ele me defendia.
As lágrimas retornaram com força, quando eu me lembrei do momento em que ele se jogou na minha frente e morreu por mim, e eu apenas chorava, gritava e implorava para que ele ficasse comigo.
Mas ele não voltou.
E jamais voltaria.
Embora não entenda e jamais entenderei porque Deus tirou de meus braços o homem da minha vida, eu agradeço por ter tido apenas lembranças.
Sei que jamais amarei alguém como o amei na vida, mas como ele disse certa vez, “A vida foi feita para ser vivida" e onde quer que ele esteja, ele não suportaria me ver sofrer o resto da vida por algo que não pude controlar.
Deitei o lírio branco na terra fofa, depois de ter dado um suave beijo em suas pétalas na esperança de que ele sentisse minha ternura e levantei.
Deixei uma última lágrima cair e sussurrei que o amava e parti, me questionando sobre a justiça de Deus.

7 comentários:

  1. Lindo texto!!! :)
    Bjs, Lu
    http://resenhasdalu.blogspot.com.br/

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  2. Oi Ana, que lindo texto, deu até para sentir o amor indo embora...
    Bjs, Rose

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  3. Nossa Ana, eu adorei o texto, ficou muito bom, irei adorar sempre ler algo seu.
    Beijos!!!

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Obrigada por lerem! Comentem e deixem seus blogs, vou visitar com toda certeza, e voltem sempre.

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